Este é mesmo só para a Carocas. Para ela ver um dia os disparates que estão na cabeça da mãe. Espero que me perdoes.
quinta-feira, outubro 27, 2005
Bucagel
essa instituição dentária, causa dependência. Muita. Os tubos são pequenos demais para a Carocas....
quarta-feira, outubro 26, 2005
Aba
Toda a gente sabe que aba é água.Quem conhece a Carocas sabe que ela, desde sempre, adorou água. Banho na banheira, água da torneira, biberão, piscina, mar....enfim...desde que meta água há sorrisos e gritos na certa.Ontem à noite, enquanto ultimava o jantar, ela desapareceu na cozinha. Fui encontrá-la com os pés muito juntinhos dentro da tigela onde o cão bebe água. Ténis molhados. Muito espantada.Para castigo hoje foi vestida à betinha de vestido e sapatinho azul.
terça-feira, outubro 25, 2005
E pronto
já acabou. Já não estamos tanto tempo juntas. A mãe foi para o novo trabalho e tu voltaste para casa da avó. Hoje é o segundo dia do resto das nossas vidas. Voltámos à correria. Ir para casa depressa para te dar banho e ainda jantares a horas decentes. Depois caminha para o pai e a mãe ainda conseguirem jantar antes de ser outro dia.
Comecei a trabalhar na segunda e já tenho tantas saudades tuas.
(ai os euros)
Comecei a trabalhar na segunda e já tenho tantas saudades tuas.
(ai os euros)
quarta-feira, outubro 19, 2005
Estamos juntas
Muito juntas. Muitos sorrisos, muitas gargalhadas. Algumas zangas. Alguns ralhetes.
Resta saber até quando. Por minha vontade até sempre, por vontade da vida a ver vamos.
(ai os euros)
Resta saber até quando. Por minha vontade até sempre, por vontade da vida a ver vamos.
(ai os euros)
quinta-feira, outubro 13, 2005
Bein!
Este tempo de between jobs tem-nos aproximado muito mais. Quando estamos as duas sozinhas, a Carocas fica mais calma. Muito meiguinha. Canta baixinho, aprende tudo e repete as últimas palavras. Ficou completamente viciada em Bucagel. Quando está prestes a adormecer lá resolve tirar a chupeta da boca e dizer: Baix....ainda não percebi se é mais ou bucagel...
Mas estes dias tem sido uma maravilha. Uma canseira, mas uma maravilha.
Ontem, o pai passou o dia connosco. Fomos ao centro comercial. Enquanto eu encomendava o nosso almoço de fast food a Carocas esperava (já de barriga cheia) com o pai no carrinho relativamente longe do balcão. Olhava para as luzes e para as cores. De repente o olhar dela cruza-se com o meu. Faz ar de espantada, sorri e depois diz: bein!!!
Que é como quem diz: mãe. Baba, muita baba minha.
Mas estes dias tem sido uma maravilha. Uma canseira, mas uma maravilha.
Ontem, o pai passou o dia connosco. Fomos ao centro comercial. Enquanto eu encomendava o nosso almoço de fast food a Carocas esperava (já de barriga cheia) com o pai no carrinho relativamente longe do balcão. Olhava para as luzes e para as cores. De repente o olhar dela cruza-se com o meu. Faz ar de espantada, sorri e depois diz: bein!!!
Que é como quem diz: mãe. Baba, muita baba minha.
Passado
A Tita fez anos e nós fomos lanchar com ela a Alcochete.
Depois fomos jantar ao japonês que se transformou em chinês: mesas para muita gente não havia, resolvemos pelo do lado.
A Carocas portou-se bem e adormeceu no carrinho.
Está grande a miúda. Cada vez mais menina, cada vez menos bebé.
Depois fomos jantar ao japonês que se transformou em chinês: mesas para muita gente não havia, resolvemos pelo do lado.
A Carocas portou-se bem e adormeceu no carrinho.
Está grande a miúda. Cada vez mais menina, cada vez menos bebé.
quinta-feira, outubro 06, 2005
Hoje a Tita faz anos
Hoje é dia de Tita. A tia maluca. Parabéns Tita. Prometo dançar hoje o samba e as sevilhanas contigo.
Está feito, é uma promessa.
O samba danço agarrada à cama e com os pés a tocar no piano de chão que me deste.
Pronto. A mãe (sim que eu agora chamo-a de mãe, à criança grande e assumida) também vem, mas era dispensável. Para fazer barulho já bastamos nós. É pena estar calor, senão vestia aquela sweat rasta, reagee que me deste...olha já sei levo a tunica comprada nos hippies. A ver se a minha mãe a passou a ferro.....as mães nem sempre correspondem às nossas expectativas. Por mim já estás a demorar a chegar. Para atenuar a tua ausência vou encharcar a chupeta em bucagel e aparrar na cama.
Beijinhos (que eu agora já sei fazer biquinho e também já dou beijinhos com som).
Carocas
Está feito, é uma promessa.
O samba danço agarrada à cama e com os pés a tocar no piano de chão que me deste.
Pronto. A mãe (sim que eu agora chamo-a de mãe, à criança grande e assumida) também vem, mas era dispensável. Para fazer barulho já bastamos nós. É pena estar calor, senão vestia aquela sweat rasta, reagee que me deste...olha já sei levo a tunica comprada nos hippies. A ver se a minha mãe a passou a ferro.....as mães nem sempre correspondem às nossas expectativas. Por mim já estás a demorar a chegar. Para atenuar a tua ausência vou encharcar a chupeta em bucagel e aparrar na cama.
Beijinhos (que eu agora já sei fazer biquinho e também já dou beijinhos com som).
Carocas
Passado da Carolindeza III
Já cá estás! Já vês o mundo. O nosso pequeno mundo, porque até agora não vais para muito longe. Já sabes quem eu sou, já sorris para mim. Ficas com muita atenção com o barulho que o cão Gaspar faz: o som das patas no soalho, as sacudidelas dele, a sua voz.
Mas o que eu gosto mesmo é quando sorris só para mim...esse sorriso!
Confesso que ando cansada e só há poucos dias é que consegui voltar a mim. Foi tudo muito emotivo e cansativo. Um dia quando tiveres um bebé (se o quiseres ter) vais perceber. De início sentia-me perdida, insegura, sem chão. Precisava ter gente ao pé de mim, para me dizer que estava a fazer bem. Agora, a parte do dia que mais gosto é quando estamos só nós as duas e eu te posso dar beijinhos e festinhas e ver novamente o teu sorriso, o teu grande e bom sorriso.
Mesmo quando choras a pedir colo (a tua caminha está carregada de urtigas, vidros e picos, como eu costumo dizer), mesmo assim, quando ficas vermelha de tanto gritar....mesmo assim...é tão bom, tão único.
Para o próximo fim-de-semana fazes 2 meses. Grande menina. Tantas vezes anseio que já gatinhes, já fales....Outras vezes penso: quero ver tudo agora, cada detalhe. Agora estás a dormir na sala com o teu pai (que provavelmente também deve estar a dormir....) está mesmo quase na hora de acordares, mais uma vez para o mundo, que é bem mais fascinante e colorido quando estás no meu colo....eu sei.
Um dia, se chegares a ler estas coisas disparatadas que eu escrevo, explico-te melhor estas sensações, se é que vou conseguir. Por agora, a única coisa que te posso dizer, mas sem explicar é que és mesmo a melhor coisa do mundo. E tenho a certeza que serás, para sempre.
Alcochete, 18 de Setembro de 2004
Mas o que eu gosto mesmo é quando sorris só para mim...esse sorriso!
Confesso que ando cansada e só há poucos dias é que consegui voltar a mim. Foi tudo muito emotivo e cansativo. Um dia quando tiveres um bebé (se o quiseres ter) vais perceber. De início sentia-me perdida, insegura, sem chão. Precisava ter gente ao pé de mim, para me dizer que estava a fazer bem. Agora, a parte do dia que mais gosto é quando estamos só nós as duas e eu te posso dar beijinhos e festinhas e ver novamente o teu sorriso, o teu grande e bom sorriso.
Mesmo quando choras a pedir colo (a tua caminha está carregada de urtigas, vidros e picos, como eu costumo dizer), mesmo assim, quando ficas vermelha de tanto gritar....mesmo assim...é tão bom, tão único.
Para o próximo fim-de-semana fazes 2 meses. Grande menina. Tantas vezes anseio que já gatinhes, já fales....Outras vezes penso: quero ver tudo agora, cada detalhe. Agora estás a dormir na sala com o teu pai (que provavelmente também deve estar a dormir....) está mesmo quase na hora de acordares, mais uma vez para o mundo, que é bem mais fascinante e colorido quando estás no meu colo....eu sei.
Um dia, se chegares a ler estas coisas disparatadas que eu escrevo, explico-te melhor estas sensações, se é que vou conseguir. Por agora, a única coisa que te posso dizer, mas sem explicar é que és mesmo a melhor coisa do mundo. E tenho a certeza que serás, para sempre.
Alcochete, 18 de Setembro de 2004
Passado da Carolindeza II
Já falta pouco para chegares até nós. Não sei porque digo nós, se aquilo que me importa é que chegues aqui ao pé de mim.
Desde sempre que queria ter um filho, ainda melhor se fosse uma filha! E vais ser uma filha, uma menina, a minha menina.
Nem sei muito bem como explicar esta coisa de ir ser mãe. Nem sei explicar muito bem essa responsabilidade enorme de educar, transmitir valores, sentimentos. Nem penso muito nisso....claro que penso naquilo que te quero ensinar....naquilo que quero que saibas....mas quero muito mais ver-te crescer, ver as tuas descobertas, ver-te fazer as tuas escolhas....enfim: ver-te! Olhar para ti!
Primeiro quero saber a cor dos teus olhos, e como será o teu nariz? A cara? As mãos, os pés? Depois, como será a tua voz? Como será o teu sorriso? Como serás? Como és? Como vais ser? Como vamos ser as duas juntas?
Agora estamos juntas como nunca mais vamos voltar a estar! Já pensei nisso tantas vezes....agora estás aqui dentro....a única pessoa que te pode fazer mal sou eu....será que já fiz? Depois quando vieres ver o resto do mundo, tanta gente e tantas coisas podem fazer-te mal. Eu sei que te vou proteger de algumas, das que puder. Outras, tantas, agora parecem imensas....vão-te atingir....e algumas dessas vão-te fazer crescer...outras vão só doer....
Carolina, vai ser este o teu nome. É este o teu nome, Carolindeza!
Também penso às vezes como vamos ser os três juntos.....Nem sempre tenho a noção que tudo vai mudar. O teu pai e eu vamos mudar.....e tu vais ficar aqui para sempre junto de nós. E como vão ser voces os dois? Ainda não falei a sério com ele...sobre as expectativas dele....mas também já deves saber como ele é.....vai desviar o assunto, ou seja responde, mas sem sumo. Eu sei que para o sumo estou cá eu !
Se tenho medo? Todos os dias! Mas, vou-te contar um dos teus primeiros segredos: eu sempre fui medrosa!....Tenho medo de não saber fazer, tenho medo de errar....tenho medo de tanta coisa....Eu sei que tu também vais ter. Todos temos. E ainda bem, para podermos saborear a vitória quando conseguimos pregar uma rasteira a esses medos.
Vou-te ensinar a pregar algumas dessas rasteiras, outras eu sei que és tu que me vais ensinar a mim, como já estás a ensinar agora.
Alcochete, 13 de Maio de 2004
Desde sempre que queria ter um filho, ainda melhor se fosse uma filha! E vais ser uma filha, uma menina, a minha menina.
Nem sei muito bem como explicar esta coisa de ir ser mãe. Nem sei explicar muito bem essa responsabilidade enorme de educar, transmitir valores, sentimentos. Nem penso muito nisso....claro que penso naquilo que te quero ensinar....naquilo que quero que saibas....mas quero muito mais ver-te crescer, ver as tuas descobertas, ver-te fazer as tuas escolhas....enfim: ver-te! Olhar para ti!
Primeiro quero saber a cor dos teus olhos, e como será o teu nariz? A cara? As mãos, os pés? Depois, como será a tua voz? Como será o teu sorriso? Como serás? Como és? Como vais ser? Como vamos ser as duas juntas?
Agora estamos juntas como nunca mais vamos voltar a estar! Já pensei nisso tantas vezes....agora estás aqui dentro....a única pessoa que te pode fazer mal sou eu....será que já fiz? Depois quando vieres ver o resto do mundo, tanta gente e tantas coisas podem fazer-te mal. Eu sei que te vou proteger de algumas, das que puder. Outras, tantas, agora parecem imensas....vão-te atingir....e algumas dessas vão-te fazer crescer...outras vão só doer....
Carolina, vai ser este o teu nome. É este o teu nome, Carolindeza!
Também penso às vezes como vamos ser os três juntos.....Nem sempre tenho a noção que tudo vai mudar. O teu pai e eu vamos mudar.....e tu vais ficar aqui para sempre junto de nós. E como vão ser voces os dois? Ainda não falei a sério com ele...sobre as expectativas dele....mas também já deves saber como ele é.....vai desviar o assunto, ou seja responde, mas sem sumo. Eu sei que para o sumo estou cá eu !
Se tenho medo? Todos os dias! Mas, vou-te contar um dos teus primeiros segredos: eu sempre fui medrosa!....Tenho medo de não saber fazer, tenho medo de errar....tenho medo de tanta coisa....Eu sei que tu também vais ter. Todos temos. E ainda bem, para podermos saborear a vitória quando conseguimos pregar uma rasteira a esses medos.
Vou-te ensinar a pregar algumas dessas rasteiras, outras eu sei que és tu que me vais ensinar a mim, como já estás a ensinar agora.
Alcochete, 13 de Maio de 2004
Passado da Carolindeza I
Quando estive grávida escrevi estes textos....são lamechas....mas são teus, Carolindeza!
Para uma vida doce como a tangerina....
Nunca fui dada a escrever sobre emoções, e sempre achei um bocadinho ridículo aqueles lugares comuns: meu filho, meu tesouro....meu anjo, etc....
Por isso, provavelmente este texto pode ser mal interpretado...mas vamos a isto.
Nunca sonhei em casar vestida de branco e numa igreja. Nao sei porquê mas nunca foi um dos meus objectivos. Mas ter um filho, ser mãe...isso sim!
Sempre pensei que um dia ia ter um filho...ou filha.
Claro que dos projectos à concretização demorou, e nem sempre o caminho foi o mais fácil, nem o mais adequado. Existem erros, opções, definições, imprevistos. Demorou mais tempo, há que ter outras prioridades, e quando me preparava para engravidar.....ele apareceu....não deu tempo ao tempo, e mal teve a sua pequena oportunidade..... vingou!
Fez bem, fez muito bem.....agora que o sinto, as suas picadinhas primeiro, depois os seus pontapés...sinto-me uma previligiada....uma sortuda....uma “abençoada”....
Quase que o chamo meu tesouro, meu anjo....quase....pronto, assumo: Chamo mesmo.
E o curioso é que não me envergonho disso....também não me envergonho por chorar nas partes que são mesmo para chorar dos filmes....mas também quando é para rir...dou as gargalhadas mais altas e por motivos não muito óbvios.
Foi difícil chegar aqui....é dificil a vida....se calhar porque, até certa altura, eu sempre a tive fácil....a minha saudosa redoma!
Questiono muitas vezes se vou ser a mãe que o meu bebe merece.....claro que vou cometer erros, claro que vou me arrepender de certos actos...óbvio!
Muitas vezes penso que não o vou pôr na minha redoma, que isso não vem por herança....mas chego sempre à conclusão que sim...enquanto puder, enquanto souber.....vai ficar numa enorme bolha, envolto em carinho, ternura, amor e fantasia....para que a tua vida seja doce como uma tangerina.
5 de Março de 2004
Para uma vida doce como a tangerina....
Nunca fui dada a escrever sobre emoções, e sempre achei um bocadinho ridículo aqueles lugares comuns: meu filho, meu tesouro....meu anjo, etc....
Por isso, provavelmente este texto pode ser mal interpretado...mas vamos a isto.
Nunca sonhei em casar vestida de branco e numa igreja. Nao sei porquê mas nunca foi um dos meus objectivos. Mas ter um filho, ser mãe...isso sim!
Sempre pensei que um dia ia ter um filho...ou filha.
Claro que dos projectos à concretização demorou, e nem sempre o caminho foi o mais fácil, nem o mais adequado. Existem erros, opções, definições, imprevistos. Demorou mais tempo, há que ter outras prioridades, e quando me preparava para engravidar.....ele apareceu....não deu tempo ao tempo, e mal teve a sua pequena oportunidade..... vingou!
Fez bem, fez muito bem.....agora que o sinto, as suas picadinhas primeiro, depois os seus pontapés...sinto-me uma previligiada....uma sortuda....uma “abençoada”....
Quase que o chamo meu tesouro, meu anjo....quase....pronto, assumo: Chamo mesmo.
E o curioso é que não me envergonho disso....também não me envergonho por chorar nas partes que são mesmo para chorar dos filmes....mas também quando é para rir...dou as gargalhadas mais altas e por motivos não muito óbvios.
Foi difícil chegar aqui....é dificil a vida....se calhar porque, até certa altura, eu sempre a tive fácil....a minha saudosa redoma!
Questiono muitas vezes se vou ser a mãe que o meu bebe merece.....claro que vou cometer erros, claro que vou me arrepender de certos actos...óbvio!
Muitas vezes penso que não o vou pôr na minha redoma, que isso não vem por herança....mas chego sempre à conclusão que sim...enquanto puder, enquanto souber.....vai ficar numa enorme bolha, envolto em carinho, ternura, amor e fantasia....para que a tua vida seja doce como uma tangerina.
5 de Março de 2004
terça-feira, setembro 27, 2005
E....refluxo?
Estás grande. Quando me falam em percentis....tu estás no 95. És grandota. E quando olho para ti, vejo-te já tão grande. Uma menina bebé. Mas já uma menina. Com os dentes. Com os caracóis, com o cabelo desgrenhado.
Uma menina que percebe tudo o que se diz. Uma menina que adora ser palhaço, uma menina que adora ser papagaio.
Tão longe do meu bebé de há um ano. Meses complicados os do início. Eu a habituar-me à ideia de ser mãe. Tu a habituares-te à ideia de estar cá fora. Depois o problema do refluxo. Roupa e roupa, tua e minha, babetes e babetes (esses eram só teus). E todo o meu leite cá fora...e as poças no chão e ir-te pesar de 15 em 15 dias. E a deitares o leite cá para fora passado 4 horas (parecia que tinhas acabado de o beber). E a cabeceira da cama sempre alta (desde o primeiro dia). E a ver que aumentavas devagarinho. E toda a gente a dizer: menino bolsado, menino criado. E as mais velhas a dizerem é o bucho virado. E a confirmarem que tinhas o refluxo gastro-esofágico. E nós a darmos o Mutillium. E tu a desceres de percentil. E as papas e as sopas, agora é que vai ser. E nunca mais era, nem com sopas. E a teres que ficar na vertical sempre que comias. E nunca se podia dar muita voltas.
E um dia, quase já com um ano (pronto tinhas 10 meses) foste aguentado o leite aí dentro. E foste engordando e crescendo.
E comes tudo, e agora, o que é isso de refluxo?!!! E se não fosse escrever isto para a posteridade, já nem me lembrava dos 20 babetes que pendurava dia sim dia sim.
Uma menina que percebe tudo o que se diz. Uma menina que adora ser palhaço, uma menina que adora ser papagaio.
Tão longe do meu bebé de há um ano. Meses complicados os do início. Eu a habituar-me à ideia de ser mãe. Tu a habituares-te à ideia de estar cá fora. Depois o problema do refluxo. Roupa e roupa, tua e minha, babetes e babetes (esses eram só teus). E todo o meu leite cá fora...e as poças no chão e ir-te pesar de 15 em 15 dias. E a deitares o leite cá para fora passado 4 horas (parecia que tinhas acabado de o beber). E a cabeceira da cama sempre alta (desde o primeiro dia). E a ver que aumentavas devagarinho. E toda a gente a dizer: menino bolsado, menino criado. E as mais velhas a dizerem é o bucho virado. E a confirmarem que tinhas o refluxo gastro-esofágico. E nós a darmos o Mutillium. E tu a desceres de percentil. E as papas e as sopas, agora é que vai ser. E nunca mais era, nem com sopas. E a teres que ficar na vertical sempre que comias. E nunca se podia dar muita voltas.
E um dia, quase já com um ano (pronto tinhas 10 meses) foste aguentado o leite aí dentro. E foste engordando e crescendo.
E comes tudo, e agora, o que é isso de refluxo?!!! E se não fosse escrever isto para a posteridade, já nem me lembrava dos 20 babetes que pendurava dia sim dia sim.
A Carocas
Não gosta:
De cortar as unhas das mãos.
Não gosta mesmo nada de cortar as unhas dos pés.
De pôr ganchos, elásticos e afins.
Que alguém a penteie
De andar no carrinho dela
De andar no triciclo (ainda não descobriu como se faz)
De cair
De mudar a fralda
De estar quieta (nem a dormir)
Gosta:
De dar beijinhos
De dar festinhas
De dar tatau
De andar agarrada pela casa toda
De empurrar o triciclo
De fugir da mãe
De não dar o que tiver na mão à mãe
De sopa
De fruta
De acordar com a cabeça para os pés da cama
De cortar as unhas das mãos.
Não gosta mesmo nada de cortar as unhas dos pés.
De pôr ganchos, elásticos e afins.
Que alguém a penteie
De andar no carrinho dela
De andar no triciclo (ainda não descobriu como se faz)
De cair
De mudar a fralda
De estar quieta (nem a dormir)
Gosta:
De dar beijinhos
De dar festinhas
De dar tatau
De andar agarrada pela casa toda
De empurrar o triciclo
De fugir da mãe
De não dar o que tiver na mão à mãe
De sopa
De fruta
De acordar com a cabeça para os pés da cama
Não se deve misturar
as coisas, mas como a inspiração escapa-me dos dedos, aqui fica um do outro.
25 de Julho de 2004 - Olá Carolina, Olá!
25 de Julho de 2004 - Olá Carolina, Olá!
quarta-feira, setembro 21, 2005
E quando
ouve o pai a lavar os dentes na casa de banho do quarto, há logo um dedo enfiado na boca e um olhar informativo na direcção da mãe.
E quando
A mãe diz anda cá....segue-se um risinho e uma cara malandra a fugir agarrada a tudo o que é móvel e parede.
E quando
Uma Carocas sobe as escadas ao colo da mãe, ao fim do dia para entrar em casa, de sobrolho franzido, dedo esticado a dizer "ai ai...huum ahhh...", seguido da língua de fora. Isso quer dizer: "ai Gaspar estiveste mais uma vez no sofá". Lenga-lenga dos pais todos os dias, cada vez que se vê as almofadas no chão da sala....
terça-feira, setembro 20, 2005
Ah Leoa!!!!
Os signos valem o que valem. Os perfis das crianças de determinados signos valem o que valem. Ainda para mais é difícil identificar a personalidade de um ser de 1 ano e 1 mês....Como não acredito, mas que as há, há...
Deixo aqui um link para os signos das crianças.
A minha, a Carocas é assim de uma forma resumida:
(...)E ele é brilhante, feliz e alegre quando tudo corre à sua maneira. Quando não, surgem as nuvens de tempestade, ronca o trovão, e se segue uma retirada magoada e sorumbática.
(...)O termo “Sua majestade o bebê” foi cunhado para um leonino. Eles começam cedo a dominar mãe e pai acomodados e todo o bando dos parentes com pouco esforço. Acha fácil ser adorado. Será mais agitado do que a média dos garotos, se arriscará mais e será mais ativo. Depois virão os períodos de lassidão leonina, quando ficará em torno da casa, cansado demais para levantar um dedo, exceto para fazer um sinal para alguém servi-lo! (...)
Prepare-se para uma adolescência turbulenta, pois seu Leão terá altos e baixos emocionais centenas de vezes por dia. (...)
Haverá momentos em que você achará que seu Leão jamais será domado. Mas ele pode ser, se você se lembrar de que precisa de uma disciplina contínua e gentil. O amor e o afeto são as duas chaves mágicas que abrirão seu coração de ouro. (...)
Abrace-o apertadamente todas as noites e ame-o de todo o seu coração.
Resultado da análise:
A última frase vale todo o perfil, e essa eu sou capaz de fazer de (muito) bom grado. Quanto ao resto:
Oh mãe!!!!!!!!(ai é melhor não chamar por ela, que também é Leoa....)
Deixo aqui um link para os signos das crianças.
A minha, a Carocas é assim de uma forma resumida:
(...)E ele é brilhante, feliz e alegre quando tudo corre à sua maneira. Quando não, surgem as nuvens de tempestade, ronca o trovão, e se segue uma retirada magoada e sorumbática.
(...)O termo “Sua majestade o bebê” foi cunhado para um leonino. Eles começam cedo a dominar mãe e pai acomodados e todo o bando dos parentes com pouco esforço. Acha fácil ser adorado. Será mais agitado do que a média dos garotos, se arriscará mais e será mais ativo. Depois virão os períodos de lassidão leonina, quando ficará em torno da casa, cansado demais para levantar um dedo, exceto para fazer um sinal para alguém servi-lo! (...)
Prepare-se para uma adolescência turbulenta, pois seu Leão terá altos e baixos emocionais centenas de vezes por dia. (...)
Haverá momentos em que você achará que seu Leão jamais será domado. Mas ele pode ser, se você se lembrar de que precisa de uma disciplina contínua e gentil. O amor e o afeto são as duas chaves mágicas que abrirão seu coração de ouro. (...)
Abrace-o apertadamente todas as noites e ame-o de todo o seu coração.
Resultado da análise:
A última frase vale todo o perfil, e essa eu sou capaz de fazer de (muito) bom grado. Quanto ao resto:
Oh mãe!!!!!!!!(ai é melhor não chamar por ela, que também é Leoa....)
Nem vos digo: Crónica da Carocas
O meu nome é Carolina. Mas a minha mãe desde sempre que me chama outro: Carocas.
Nasci para a vida cá fora a 25 de Julho de 2004. Na altura nem sei bem o que se passou, mas diziam que era muito gira porque tinha cabelo com corte à anos 80, com rabicho atrás.
Eu, dessa altura não me lembro bem. Ou melhor, só me recordo de imagens desfocadas. Lembro-me de pensar: se ao menos conseguisse focar....Depois de algumas tentativas lá consegui e comecei a ver todas as sardas, sinais e pontos negros que a minha mãe tem na cara.
Mais tarde descobri a grande coisa que me ofereceram (ou se calhar estiveram sempre lá...) que foram as 2 mãos. Essas coisas maravilhosas que me acompanham até hoje, e às quais muito agradeço, principalmente ao indicador, esse dedo mágico, qual varinha, que me dá (quase) tudo o que eu quero.
Os meses foram passando e eu fui aprendendo que a vida tem coisas engraçadas, para além da alcofa e da mama da mãe. Lá em casa existiam também outras coisas e pessoas: o pai, o gaspar (acho que dizem que é um cão), e a avó também ia lá muitas vezes, alguns dias acompanhada pela Bivó. Agora não sei bem porquê, mas sou eu que vou ter com a avó.
Lá no sítio dela também há coisas e pessoas engraçadas: o meu avô, por exemplo. Nem vos digo é do melhorio. Se algum dia quiserem alguém para vos fazer tudo, aconselho vivamente o meu avô. De vez em quando também vejo a minha tia. É mesmo engraçada, a miúda. Quase tão maluca como a minha mãe! Há também uma coisa que faz muito barulho, a quem chamam Lola, também pertence à categoria dos cães (acho).
Os meus dias passaram a ser muito agitados quando descobri que agarrada posso andar por todo lado e fazer (quase) tudo. Tenho alguns dentes na boca, que servem para muitas coisas...chateiam um bocado quando nascem, mas depois a minha mãe dá uns gritos engraçados quando a apanho a jeito e a mordo. Compensa.
Ah, é verdade também dizem que sou grande para a idade...eu disso não falo. Segundo as contas lá de casa peso cerca de 12 kg e devo ter para aí uns 79, 80 cm. A minha mãe é que diz que a minha roupa é para meninos de 2 anos. Eu por mim visto qualquer coisa, desde que não envolva chapéus, elásticos e ganchos. Isso é que não. Magoam-me as ideias. Agora tenho que ir que a minha avó já deve estar a estranhar este sossego todo. Vou esconder o meu portátil aqui no parque por baixo deste mar de brinquedos que só me atrapalham. A propósito, vai já tudo fora que a sala está muito vazia.
Beijinhos da Carocas
PS: Devo voltar em breve para vos contar o meu fim de semana...as coisas que os meus pais inventam, nem vos digo!
Nasci para a vida cá fora a 25 de Julho de 2004. Na altura nem sei bem o que se passou, mas diziam que era muito gira porque tinha cabelo com corte à anos 80, com rabicho atrás.
Eu, dessa altura não me lembro bem. Ou melhor, só me recordo de imagens desfocadas. Lembro-me de pensar: se ao menos conseguisse focar....Depois de algumas tentativas lá consegui e comecei a ver todas as sardas, sinais e pontos negros que a minha mãe tem na cara.
Mais tarde descobri a grande coisa que me ofereceram (ou se calhar estiveram sempre lá...) que foram as 2 mãos. Essas coisas maravilhosas que me acompanham até hoje, e às quais muito agradeço, principalmente ao indicador, esse dedo mágico, qual varinha, que me dá (quase) tudo o que eu quero.
Os meses foram passando e eu fui aprendendo que a vida tem coisas engraçadas, para além da alcofa e da mama da mãe. Lá em casa existiam também outras coisas e pessoas: o pai, o gaspar (acho que dizem que é um cão), e a avó também ia lá muitas vezes, alguns dias acompanhada pela Bivó. Agora não sei bem porquê, mas sou eu que vou ter com a avó.
Lá no sítio dela também há coisas e pessoas engraçadas: o meu avô, por exemplo. Nem vos digo é do melhorio. Se algum dia quiserem alguém para vos fazer tudo, aconselho vivamente o meu avô. De vez em quando também vejo a minha tia. É mesmo engraçada, a miúda. Quase tão maluca como a minha mãe! Há também uma coisa que faz muito barulho, a quem chamam Lola, também pertence à categoria dos cães (acho).
Os meus dias passaram a ser muito agitados quando descobri que agarrada posso andar por todo lado e fazer (quase) tudo. Tenho alguns dentes na boca, que servem para muitas coisas...chateiam um bocado quando nascem, mas depois a minha mãe dá uns gritos engraçados quando a apanho a jeito e a mordo. Compensa.
Ah, é verdade também dizem que sou grande para a idade...eu disso não falo. Segundo as contas lá de casa peso cerca de 12 kg e devo ter para aí uns 79, 80 cm. A minha mãe é que diz que a minha roupa é para meninos de 2 anos. Eu por mim visto qualquer coisa, desde que não envolva chapéus, elásticos e ganchos. Isso é que não. Magoam-me as ideias. Agora tenho que ir que a minha avó já deve estar a estranhar este sossego todo. Vou esconder o meu portátil aqui no parque por baixo deste mar de brinquedos que só me atrapalham. A propósito, vai já tudo fora que a sala está muito vazia.
Beijinhos da Carocas
PS: Devo voltar em breve para vos contar o meu fim de semana...as coisas que os meus pais inventam, nem vos digo!
sexta-feira, setembro 16, 2005
Cá estamos
Cá estamos.
Este bloguito é mesmo só da minha COR MAIOR: a Carocas.
Ela estava já num outro, mas agora inauguramos este cantinho aqui. Um exclusivo.
Mais ao jeito de mãe babada e assumida.
A Carocas tem 13 meses, que é como quem diz 1 ano e picos.
Nunca gatinhou na vida, mas já vai dando os primeiros passos sozinha. Muito a medo. Muito a custo. Porque isto na vida é sempre um pé, outro pé, e se possível, com pelo menos uma mão dada.
E como quando penso na sua vida e no seu futuro, só me vem à memória uma frase batida* (neste caso uma música), aqui fica:
Este bloguito é mesmo só da minha COR MAIOR: a Carocas.
Ela estava já num outro, mas agora inauguramos este cantinho aqui. Um exclusivo.
Mais ao jeito de mãe babada e assumida.
A Carocas tem 13 meses, que é como quem diz 1 ano e picos.
Nunca gatinhou na vida, mas já vai dando os primeiros passos sozinha. Muito a medo. Muito a custo. Porque isto na vida é sempre um pé, outro pé, e se possível, com pelo menos uma mão dada.
E como quando penso na sua vida e no seu futuro, só me vem à memória uma frase batida* (neste caso uma música), aqui fica:
Primeiro gomo da tangerina
Todos vieram
Ver a menina
Ao primeiro gomo da tangerina
Menina atenta
Não experimenta
Sem primeiro
Saber do cheiro
O sabor nos lábios
Gestos sábios
Fruta esquisita
Menina aflita
Ao primeiro gomo da tangerina
Amarga e doce
Como se fosse
Essa hora
Em que chora
E depois dobra o riso
E assim faz seu juízo
Sumo na vida
É o que eu te desejo
Rumo na vida
Um beijo
Um beijo
Ah, que se lembre
Sempre a menina
Do primeiro gomo da tangerina
P'la vida dentro
É esse o centro
Da parcela da vitamina
Que a faz crescer sempre menina
A terra é grande
É pequenina
Do tamanho apenas da tangerina
Quem mata e morre
Nunca percorre
Os caminhos do que há de melhor
Nesse sumo
A vida, gomo a gomo
Sumo na vida
É o que eu te desejo
Rumo na vida
Um beijo
Um beijo
(Sérgio Godinho in Tinta Permanente)
*Neste caso uma música
Todos vieram
Ver a menina
Ao primeiro gomo da tangerina
Menina atenta
Não experimenta
Sem primeiro
Saber do cheiro
O sabor nos lábios
Gestos sábios
Fruta esquisita
Menina aflita
Ao primeiro gomo da tangerina
Amarga e doce
Como se fosse
Essa hora
Em que chora
E depois dobra o riso
E assim faz seu juízo
Sumo na vida
É o que eu te desejo
Rumo na vida
Um beijo
Um beijo
Ah, que se lembre
Sempre a menina
Do primeiro gomo da tangerina
P'la vida dentro
É esse o centro
Da parcela da vitamina
Que a faz crescer sempre menina
A terra é grande
É pequenina
Do tamanho apenas da tangerina
Quem mata e morre
Nunca percorre
Os caminhos do que há de melhor
Nesse sumo
A vida, gomo a gomo
Sumo na vida
É o que eu te desejo
Rumo na vida
Um beijo
Um beijo
(Sérgio Godinho in Tinta Permanente)
*Neste caso uma música
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