sexta-feira, novembro 24, 2006

Viagens


Nestes últimos tempos a Carolina tem-se confrontado com algumas ausências. Primeiro começou com o pai (a grande paixão) que esteve mais de uma semana em Angola, no mês de Junho.
Mais uma vez o pai ausentou-se no início de Outubro para Angola. Quando o pai voltou, passado poucos dias voou a Tita (uma outra grande paixão) para Londres.
Actualmente, qualquer coisa no céu, que não seja pássaro, é a Tita que bai pa ondes, mesmo que seja um helicóptero.
E por isso mesmo, tenho um dever acrescido, para além do dever de relatar a pequena infância para a Carocas ler um dia, tenho o dever de actualizar devidamente a Tita das coisas lindas que a sobs faz, diz e manda (mandar é o que ela faz melhor).

quarta-feira, agosto 09, 2006

2 Anos


Vem atrasado este post, eu sei.

Dois anos de vida da melhor pessoa do mundo. Dois anos de olhos grandes e pestanudos. Dois anos de nós as duas. Separadas cá fora. Nestes dois anos ansiei tantas vezes ter-te no meu colo. Abraçar-te e ver-te dormir. (parvoíces de mãe).
No dia-a-dia de casa-trabalho, do “anda despacha-te”, o que mais recordo com saudade entre o telefone e o PC é o teu cheiro.
Nestes dois anos fazes tantas graças e tanta coisa diferente. Dia para dia, mostras coisas novas, descobre coisas novas. Cresces, impões-te como pessoa (e às vezes de que forma…)
Tens os caracóis mais bonitos do mundo. Um nariz semelhante ao meu. Uma personalidade que (já) se adivinha forte. És mimada e amada por todos. Todos te enchem de presentes, carinhos e ternura. Às vezes penso se isso não será mau para a tua vida. Mas amor a mais nunca foi de mais. E é isso que eu sinto: um amor que não acaba nunca, Carocas do meu coração!

sexta-feira, agosto 04, 2006

Férias é:




















Receber presentes!!!!(muitos.....tantos...)
















Cantar os parabéns a ouxê com a mãe e dizer VIVAS no fim



SER A MIÚDA MAIS GIRA DA PRAIA!

Férias é:



Estar ao fim do dia na praia e ver os pescadores a entrar no mar no tátóre a puxar o bácu.

Brincar com a mãe e o Páx. (mais concretamente marchar como na tropa)

Brincar com o pai às casinhas

Curtir na pascina dos avós

As nossas férias - o bacio, penico, pote...

Foi a altura para o treino do bacio. Nos 15 dias com os avós tentou-se (sem efeito) o bacio. Resultado: nada!


Investi depois no redutor de sanita. Resultado: aguenta-se mais um pouco, a Carocas lê revistas, mas não há nenhum "resultado visível".



Até que no último dia de Julho, a Carocas faz o seu primeiro xixi (completo sem molhar o chão antes) no bacio!
É claro foi feita uma grande festa, e a partir de ontem passou a pedir para ir ao bacio...
A ver vamos. É claro que tudo foi despoletado pelo "trono" que os bisavós lhe ofereceram pelos anos. A miúda adorou a hipótese de ter uma cadeira/bacio.

As nossas férias

Este ano optámos por umas férias repartidas. Tivemos no Algarve na última semana de Junho. E estivemos entre Santarém e a praia do meco na última quinzena de Julho.
A mãe confessa: não gostei lá muito dos dias no Algarve. Tu fizeste birras atrás de birras, tiveste febre e na véspera da viagem de ida tinhas feito uma valente queimadura no braço. A casa nem era má, não fosse a visita diária de uma família interminável de baratas.
Mas a praia foi boa!

quarta-feira, junho 14, 2006

Casinha

os avós B. e R. ofereceram um presente meio dia da criança atrasado e meio aniversário (adiantado) uma casinha para o quintal da casa do paul. A Carocas adorou, não pode brincar muito porque ontem caiu uma carga de água ém Santarém, que impediu a brincadeira na rua. Mas, como está lá agora de férias com os avós cheira-me que vai haver muita piscina e brincadeira na piscina.

sexta-feira, junho 09, 2006

Só para a Carocas

Como vês há já muito tempo que não escrevia aqui. Não penses que foi por falta de vontade, mas só porque não podia. Cortaram os acessos e pelos vistos agora já posso.
Não penses que não fizeste evoluções, gracinhas, coisas memoráveis. Fizeste, sim. Muitas. Tantas que são impossíveis resumir num post.
Falas muito, falas tudo. Repetes tudo. Danças, cantas. Tens um corte de cabelo novo. Foste à cabeleireira pela primeira vez. Para espanto de todos, nem um ai. Foste linda sentada ao colo da mãe.
Não penses que não escrevi aqui por não me lembrar de ti. Lembro-me sempre tantas vezes, muitas.
Quase todas as horas de almoço falo de ti. As minhas colegas já devem estar chateadas do mesmo assunto. Mas percebem. As que são mãe e as que vão ser.
Por isso, a partir de agora vamos ver se consigo ser mais regular. Para ti e para nós. Para um dia lermos tudo isto juntas e tu gozares comigo.

sábado, março 18, 2006

Sol

No fim-de-semana passado não chovia como hoje. Eu e os meus pais fomos à praia no domingo de manhã. Depois fui almoçar com os primos em casa da avó M. e à tarde fui com uma prima ao parque. Terminei em casa com uma grande banhoca. Gosto de dias assim:





parecidos

é o que eles são:





quarta-feira, março 15, 2006

Correios

A minha mãe levou a Carocas aos Correios para a ajudar a enviar o IRS.
Enquanto esperava ouvia-se o som das senhas de atendimento. A carocas imitava: Biiip Biiip.
Toca o telefone: voz fininha da Carocas: táááá???
E distribuiu uns oiás por toda a gente que estava nos correios.

quinta-feira, março 09, 2006

Estás

Cada vez mais alta
Cada vez mais sabida
Dizes tudo, todas as palavras. Nem todas bem ditas
Mas todas soam muito bem.
As minhas preferidas:
pinxeja - Princesa
buchêcha - Bochecha
mim-môn - Biberon
pójão - para o chão
piduxa - Pitucha
e a(s) cereja(s) no cimo do bolo que me amolece o coração:
- Como é que a mãe chama a Carolina?
- ócas!!!
- Como é que a avó chama à Carolina?
- Piduxa!! (1 minuto depois): piduxa, bó!!!
e eu digo: Carocas do meu ....
...uaxão!!!! (coração, pois claro!)

Quando

faz algo que não deve e se ralha com ela, há sempre um momento em que olha de soslaio para nós. Depois perguntamos: e agora, carolina?
e ela:
páces!!! (cara esticada e boca pronta para dar beijinho) ou seja: fazemos as pazes!!!

segunda-feira, fevereiro 27, 2006

o que eu te cantava:

Dorme meu menino a estrela d'alva
Já a procurei e não a vi
Se ela não vier de madrugada
Outra que eu souber será p'ra ti

Outra que eu souber na noite escura
Sobre o teu sorriso de encantar
Ouvirás cantando nas alturas
Trovas e cantigas de embalar

Trovas e cantigas muito belas
Afina a garganta meu cantor
Quando a luz se apaga nas janelas
Perde a estrela d'alva o seu fulgor

Perde a estrela d'alva pequenina
Se outra não vier para a render
Dorme qu'inda a noite é uma menina
Deixa-a vir também adormecer


sim, porque agora já não me deixas cantar para te embalar

terça-feira, janeiro 31, 2006

Mais uma vez e sempre

Ela

Uma nova vida entrou assim na minha.
Esperei muito por ela. Ansiei por ela. E de repente entrou assim na minha vida. Parece que não avisou. E sim, avisou, fez-se anunciar durante 9 meses.
Apareceu junto de mim. Apareceu para mim. E eu sinto que só faz sentido existir para essa nova vida. Essa (minha) nova esperança no futuro. Esse (meu) novo caminho com tantas portas por abrir. Com tantos caminhos para descobrir. Sempre a aprender. Sempre a escutar. Sempre.
Não é a minha extensão. Não sinto que com ela deixo algo meu para a posteridade. Sinto que ela é única. Diferente de tudo e todos. Especial. Só ela pode ser ela. Só ela pode ser assim.
Só ela permitiu que o meu umbigo deixasse de ter importância.
Só com ela.
Só por ela.
Uma pessoa.
Um futuro.
Só para ela.
Só dela.
Só ela.
Só dela (sou dela).

quarta-feira, janeiro 11, 2006

Carocas e Cusca

Em tempos tivemos um cão que se chamava Cusca. O Cusca era um cão peculiar. Tinha a vida dele e quando se lembrava vinha a casa. Era um cão pequeno, rafeiro e cheio de personalidade. Tinha os seus compromissos matinais. Fomos descobrindo que tinha rituais matinais. Batia à porta de uma casa de uma senhora velhinha e todas as manhãs tinha um parto com bolachas. Ia depois ao café comer meia torrada, oferecida por uma cliente habitual. Terminava nas aparas do talho. Claro que isto era paralelo às suas refeições caseiras e petiscos fora de horas oferecidos pelos donos.Tudo isto se foi descobrindo gradualmente. Principalmente quando ele ia connosco aos sítios e tentava entrar. Aí informavam-nos que o cão era um cliente habitual, e terminavam ou começavam sempre com esta frase (ou outra idêntica) Ah mas o cão é vosso?
A minha filha tem também rituais (quase) nos mesmos sítios. Quando vai à rua passear com os avós também pede sempre as suas coisas . E também faz passar alguns embaraços. No café (o mesmo da meia torrada do cão) mal entra pede logo: batata!!! Porque ainda se está a servir almoços e alguém está a comer batatas fritas (uma paixão). A avó vai comprar pão a uma outra pastelaria, mal entra: mam mam (que é como quem diz: pão). Resultado: leva sempre uma bola à borla oferecida pela empregada brasileira. Finalmente vai ter com a Tia-Avó e mal a vê: xiiiii xiiiii (bolachinha) crava mais umas bolachas à tia.
Rituais idênticos.

sexta-feira, dezembro 30, 2005

Ora bem

O ano que vem faço dois anos. Este que passou aprendi a emitir uns sons muito diferentes daqueles que sabia fazer. E descobri que me consigo mexer de um lado para o outro, em pé, como as pessoas. Primeiro só conseguia andar com a ajuda dos grandes. Depois, aprendi a largar a mão deles. O chão nem sempre era certo, caí algumas vezes. E para me levantar custava um pouco devia ser por causa do peso das fraldas. A propósito, em casa da minha avó está lá já uma coisa que me disseram que serve para o mesmo que as fraldas - espero que não me ponham o tal penico ou bacio...aquilo para andar e correr deve ser bem mais difícil que as ditas fraldas.
Aprendi a comer coisas diferentes. Aprendi tantas palavras. Aprendi músicas. Aprendi que para além das pessoas existem cães. E que são diferentes das pessoas, por isso merecem outro tipo de tratamento, como ralhar, chamar e dar festinhas.
Aprendi que o meu beicinho e choro movem montanhas. Aprendi que algumas coisas só alguns dos grandes deixam fazer. Aprendi também que existem xuxas para além da minha. O que não é justo.
Este ano que entra não sei o que vou aprender mais. Mas a minha mãe diz muitas vezes que isto é só o início. Conto aprender uma coisa: chegar mais facilmente aos interruptores e aprender definitivamente a descalçar e despir a tralha toda que me obrigam a vestir.
Esta passagem de ano não vou comer passas, nem beber champagne. Para o ano talvez consiga.
A todos que costumam vir até a este sítio um bom ano. E para os outros também.

CAROCAS

quarta-feira, dezembro 28, 2005

Tricotadeira

A avó B. resolveu pôr mãos ao trabalho e neste natal fez muitos cachecois, pregadeiras e afins. Andou de lã e agulha na mão. Ontem quando fui buscar a minha Carocas, estava a menina com a lã passada atrás do pescoço e novelo na mão. Só faltavam as agulhas. Prendada como a avó e tia. Não sai nada à mãe. Ainda bem.